terça-feira, 28 de outubro de 2008

Acreditar

Ora não venha me dizer que acredita , quando bem sei que o que minha boca disse teus olhos não puderam ver.

Bem sei que minha verdade, para tu, foi um som mudo como de mestres que explicam teorias só por que existem.

Ora, não venha me dizer que acreditasse naquele monte de palavras, quando na verdade, TUA verdade te diz que fico em silêncio quando não devo, e falo quando não é preciso.

Não venha me dizer que acreditou, por que me parece que ali foi criado o silêncio que não fiz, só para que tuas certezas pudessem ser minhas.

Pude ouvir teu olho fechando, tua voz piscando, teu ouvido filtrando a mim.

Ora, então não me diz que acredita, quando sei que apenas tua verdade é importante...

...para ti.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

presente

Aqueles ontens repletos de verdades
cheios de certezas, de pureza
de carinho

Aquele ontem que eu chorei por que tive medo
e você estava ali tão certo.

Aquele ontem que eu sorri por que não tinha o que dizer

Aquele ontem que eu disse, por que não tinha por que sorrir

Aquele ontem, que hoje me fez perceber

que os MELHORES presentes são dados em segredo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

perfume

Meu quarto.

Ali, meu travesseiro, meu colchão incorreto, meu jeito de dormir com a mão segurando o rosto- com medo de perder alguma coisa.

Ali, no meio disso tudo, de tanta identidade, de tanta personalidade, tanto do que é meu, e em mim, senti um perfume.o MEU.

Meu novo perfume, que minha mente de associações leva a você.
Meu perfume, só me faz lembrar você.Só me faz lembrar você por que na verdade, ele é SEU.

Não por que você me deu, não por que se fez presente em mim.

Meu perfume é SEU por que nele está imbutido uma boa lembrança.
Nele está imbutido aquele olhar por cima do meu, aquele sorriso e aquele afago.

Nele está imbutido toda confiança, intimidade, carinho, compreensão, sinceridade.

Nele, sinto mudanças boas.Nele, sinto você.

domingo, 5 de outubro de 2008

preces

.

Bem depois daquele choro disfarcado
daquela lágrima escondida,
da risada sem graca, do aperto no peito

Reconheci minhas preces!

Reconheci ali meus pedidos...
Visualizei meus desejos
Minhas vontades...meus anceios.


Tive por um instante, bem a minha vista
as reflexões antes de dormir
os pensamentos à janela do ônibus
os diálogos dos filmes
a trilha da propaganda ideal
as conversas intermináveis com a amiga
o carinho que diziam nos livros...

Ali, bem ali, eu fui atendida.

Ali, eu fui feliz.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Campanha

Setembro, 30 de.





O que seria de mim se não as letras? Por mim, nada dito seria melhor se não através delas.


Por isso, cá estou eu, nessa sala de “improvisos jornalísticos” tentando prever as lembranças que terei.


O barulho do dominó nas mesas, o cochilo no camarim ou as risadas no cajueiro? O jingle sendo repetido várias vezes na sala de Kilha, ou Camila e Ferreira a minha frente tentando escrever um?


Alguns dias serão lembrados com um carinho diferente, como Dj me disse.


Dias em que se bate a porta e diz: “...você é uma boa moça. “ Dias em que se volta cantando no carro, dias rindo das sonoras. Dias de conversas no MSN, de compras no shopping, de cinemas, de caronas...


Alguns dias marcantes, por que foram dias de aprendizado. As conversas sobre o amor, remexendo os pés na brita e refletindo sobre nossas próprias vidas. Os papos profissionais, as lembranças de outras épocas, as não-lembranças de época alguma.


Manhãs de conselhos com Pipa, de apontamentos de Kátia, de sorrisos de Tamara. Tardes de abraços de Jú, de beijos de Giva, de carinho de seu Biu.


Noites de piadas de Jorginho – quando entendo o que ele fala- de bolo baeta , conversas e boas risadas com André.


Dias de conversas com Renato, de debates com Anderson, de gracinhas de Kilha.


Aniversários comemorados, apelidos criados, carinho que merece ser mantido.


Fotos, interpretações e comentários de Demo. Como não sentir saudades?


Análises e mais análises com Mariana, músicas com Rafa, cinema, coca-cola e amizade de David, aulas com Santana e Luz com Tallita... O sentimento e a amizade de Camila, as imitações e a saudade de Ferreira...


Ah, nossos dias!


Tantos, muitos, danados de dias sem descanso.


Ah, nossos momentos! Deles sim, sentirei saudade.

domingo, 28 de setembro de 2008

Porta

E se eu for abrir a porta e você estiver lá?


E se eu abrir a porta, e você estiver lá, com sua piadinha sem graça, sua covinha na bocheca e sua habilidade para me deixar desconcertada?

E se você estiver lá, sorrindo, como se pudesse me dar exatamente o que eu não tenho?

Ow meu bem, se eu abrir a porta, e você estiver lá, com seu óculos de grau e sua camisa- aquela, que é sempre a mesma- o que eu vou fazer?

O que eu vou fazer com essa sua timidez escrachada , essa sua lucidez louca? O que eu farei com você a minha porta?

E se você não estiver lá? Não estiver me pedindo para ficar? Para fazer parte? Para ser comigo?


Bem, se você não for estar lá, não há por que ter porta.

domingo, 21 de setembro de 2008

Mudanças

[esse vai voltar ao 'público' por que é hora. a hora.]

Não temos mais uma trilha sonora como a legião de antes.
Não sei se ainda temos os mesmos personagens preferidos, ou pelo que discordar.
Não sei a quantas anda nosso filme, nem quais são os nossos filmes.
Na verdade não lembro se tínhamos um.

Não sei se você ainda é mais inteligente do que eu, se sabe cozinhar, se ainda consegue me ajudar a adivinhar os dubladores.

Nossas roupas não são mais motivos de brigas, e eu não sou mais a sua bonequinha.

Nosso Jogo acabou, por que o video-game era seu.. O patins também.
A fantasia era sua, a auto-estima era sua. O cuidado era meu.

Não temos mais o cachorro para disputar o carinho. Não temos mais o espelho para dividir.

Sei que não temos os mesmos gostos. Nunca tivemos.

Não sei mais dos sabores, das cores, dos sons. Descubro os meus. Não sei se você encontrou os seus.

Jä desisti de muitas, já encarei diversas. Já errei como você, já fiz o que condenei.
Já fui tão igual e já fui tão, mas tão diferente.

Ainda tenho os mesmos sonhos. Não os mesmos ideais.
Ainda tenho as caixas de lembrancas. Não as mesmas lembrancas.

Ainda tenho com quem dividir.
Só não é você.