Ainda não entendo folhas em branco.
Nem o som mudo do teclado.
Me dói não encontrar as palavras certas para as emoções erradas.
A boca fechada quando a cabeça diz tanto.
Tentei decifrar olhares, mas alguns me soam vazios.
Então mudei os passos, os toques, os sorrisos.
Falei sem dizer, cantei só melodia.
Mas nada de céu azul, só encontrei nuvens.
Minhas palavras desenham como os raios de sol nos meus dias.
Claros, precisos e únicos para mim.
Mas, nem sempre é verão, nem sempre é canção e nem sempre é texto.
Vou ter que aprender.
“Branca de Neve”: Uma versão pálida
Há uma semana